segunda-feira, 22 de abril de 2019

TRANSTORNO BIPOLAR DO HUMOR (PSICOSE MANÍACO-DEPRESSIVA)





sinônimos e nomes relacionados:
Psicose maníaco-depressiva, transtorno ou doença afetivo bipolar, incluindo tipos específicos de doenças ou transtornos do humor, como ciclotimia, hipomania e transtorno misto do humor.
O que é a doença bipolar do humor:
O Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, é caracterizado por oscilações ou mudanças cíclicas de humor. Estas mudanças vão desde oscilações normais, como nos estados de alegria e tristeza, até mudanças patológicas acentuadas e diferentes do normal, como episódios de MANIA, HIPOMANIA, DEPRESSÃO e MISTOS. É uma doença de grande impacto na vida do paciente, de sua família e sociedade, causando prejuízos freqüentemente irreparáveis em vários setores da vida do indivíduo, como nas finanças, saúde, reputação, além do sofrimento psicológico. É relativamente comum, acometendo aproximadamente 8 a cada 100 indivíduos, manifestando-se igualmente em mulheres e homens.
O que causa a doença bipolar do humor:
A base da causa para a doença bipolar do humor não é inteiramente conhecida, assim como não o é para os demais distúrbios do humor. Sabe-se que os fatores biológicos (relativos a neurotransmissores cerebrais), genéticos, sociais e psicológicos somam-se no desencadeamento da doença. Em geral, os fatores genéticos e biológicos podem determinar como o indivíduo reage aos estressores psicológicos e sociais, mantendo a normalidade ou desencadeando doença. O transtorno bipolar do humor tem uma importante característica genética, de modo que a tendência familiar à doença pode ser observada.
Como se manifesta a doença bipolar do humor:
Pode iniciar na infância, geralmente com sintomas como irritabilidade intensa, impulsividade e aparentes “tempestades afetivas”. Um terço dos indivíduos manifestará a doença na adolescência e quase dois terços, até os 19 anos de idade, com muitos casos de mulheres podendo ter início entre os 45 e 50 anos. Raramente começa acima dos 50 anos, e quando isso acontece, é importante investigar outras causas. 
A MANIA (eufórica) é caracterizada por: 
 

Humor excessivamente animado, exaltado, eufórico, alegria exagerada e duradoura;

Extrema irritabilidade, impaciência ou “pavio muito curto”;

Agitação, inquietação física e mental;

Aumento de energia, da atividade, começando muitas coisas ao mesmo tempo sem conseguir terminá-las

Otimismo e confiança exageradas;

Pouca capacidade de julgamento, incapacidade de discernir;

Crenças irreais sobre as próprias capacidades ou poderes, acreditando possuir muitos dons ou poderes especiais;

Idéias grandiosas;

Pensamentos acelerados, fala muito rápida, pulando de uma ideia para outra,tagarelice;

Facilidade em se distrair, incapacidade de se concentrar;

Comportamento inadequado, provocador, intrometido, agressivo ou de risco;

Gastos excessivos;

Desinibição, aumento do contato social, expansividade;

Aumento do impulso sexual;

Agressividade física e/ou verbal;

Insônia e pouca necessidade de sono;

Uso de drogas, em especial cocaína, álcool e soníferos.
* Três ou mais sintomas aqui relacionados devem estar presentes por, no mínimo, uma semana; 
* A hipomania é um estado de euforia mais leve que não compromete tanto a capacidade de funcionamento do paciente. Geralmente, passa despercebida por ser confundida com estados normais de alegria e devem durar no mínimo dois dias. 
A DEPRESSÃO, que pode ser de intensidade leve, moderada ou grave, é caracterizada por: 
 

Humor melancólico, depressivo;

Perda de interesse ou prazer em atividades habitualmente interessantes;
Sentimentos de tristeza, vazio, ou aparência chorosa/melancólica;

Inquietação ou irritabilidade;

Perda ou aumento de apetite/peso, mesmo sem estar de dieta;

Excesso de sono ou incapacidade de dormir;

Sentir-se ou estar agitado demais ou excessivamente devagar (lentidão);

Fadiga ou perda de energia;

Sentimentos de falta de esperança, culpa excessiva ou pessimismo;

Dificuldade de concentração, de se lembrar das coisas ou de tomar decisões;

Pensamentos de morte ou suicídio, planejamento ou tentativas de suicídio;

Dores ou outros sintomas corporais persistentes, não provocados por doenças ou lesões físicas.
* estes sintomas manifestam-se na maior parte do tempo por, pelo menos, DUAS semanas. 
O ESTADO MISTO é caracterizado por: 
 

Sintomas depressivos e maníacos acentuados acontecendo simultaneamente;

A pessoa pode sentir-se deprimida pela manhã e progressivamente eufórica com o passar do dia, ou vice-versa;

Pode ainda apresentar-se agitada, acelerada e ao mesmo tempo queixar-se de angústia, desesperança e idéias de suicídio;

Os sintomas freqüentemente incluem agitação, insônia e alterações do apetite. Nos casos mais graves, podem haver sintomas psicóticos (alucinações e delírios) e pensamentos suicidas;
* os sintomas devem estar presentes a maior parte dos dias por, no mínimo, uma semana.
De que outras formas a doença bipolar do humor pode se manifestar:
Existem três outras formas através das quais a doença bipolar do humor pode se manifestar, além de episódios bem definidos de mania e depressão.
Uma primeira forma seria a hipomania, em que também ocorre estado de humor elevado e expansivo, eufórico, mas de forma mais suave. Um episódio hipomaníaco, ao contrário da mania, não é suficientemente grave para causar prejuízo no trabalho ou nas relações sociais, nem para exigir a hospitalização da pessoa.
Uma segunda forma de apresentação da doença bipolar do humor seria a ocorrência de episódios mistos, quando em um mesmo dia haveria a alternância entre depressão e mania. Em poucas horas a pessoa pode chorar, ficar triste, sentindo-se sem valor e sem esperança, e no momento seguinte estar eufórica, sentindo-se capaz de tudo, ou irritada, falante e agressiva.
A terceira forma da doença bipolar do humor seria aquela conhecida como transtorno ciclotímico, ou apenas ciclotimia, em que haveria uma alteração crônica e flutuante do humor, marcada por numerosos períodos com sintomas maníacos e numerosos períodos com sintomas depressivos, que se alternariam. Tais sintomas depressivos e maníacos não seriam suficientemente graves nem ocorreriam em quantidade suficiente para se ter certeza de se tratar de depressão e de mania, respectivamente. Seria, portanto, facilmente confundida com o jeito de ser da pessoa, marcada por instabilidade do humor.
Como se diagnostica a doença bipolar do humor:
O diagnóstico da doença bipolar do humor deve ser feito por um médico psiquiátrico baseado nos sintomas do paciente. Não há exames de imagem ou laboratoriais que auxiliem o diagnóstico. A dosagem de lítio no sangue só é feita para as pessoas que usam carbonato de lítio como tratamento medicamentoso, a fim de se acompanhar a resposta ao remédio.
Como se trata a doença bipolar do humor:
O tratamento, após o diagnóstico preciso, é medicamentoso, envolvendo uma classe de medicações chamada de estabilizadores do humor, da qual o carbonato de lítio é o mais estudado e o mais usado. A carbamazepina, a oxcarbazepina e o ácido valpróico também se mostram eficazes. Um acompanhamento psiquiátrico deve ser mantido por um longo período, sendo que algumas formas de psicoterapia podem colaborar para o tratamento. 
6 a 12 meses:

Características gerais dos livros

Capa e folhas grossas, resistentes e laváveis (ex: cartão grosso, pano, esponja, etc.). Cantos arredondados. Com poucas páginas (4 a 6) fáceis de virar. Livros macios, com diferentes texturas ou com buracos para a criança os poder explorar com os dedos. Livros interativos, com partes móveis, agradam às crianças, mas não são resistentes.

Conteúdos
Objetos e personagens do quotidiano, cenas familiares ou reconhecíveis, por ex.: pessoas, animais, plantas, vestuário, alimentos.

Texto
Sem texto ou com palavras soltas (ex: substantivos) associadas a imagens ou com frases simples.
Sem narrativa.

Ilustração
Ilustrações ou fotografais coloridas grandes e nítidas. Regra geral sem perspectiva.
Bom contraste figura/fundo.
Figuras soltas e bem definidas.

Comportamentos dos adultos que estimulam o interesse pelos livros
Sentar a criança confortavelmente mostra-lhe o livro, apontar as imagens, dizer o nome do que está representado na ilustração, das cores, dos sentimentos, etc.
Repetir o nome de cada coisa ajuda a criança a ligar o som das palavras ao significado. Pedir-lhe que repita algumas palavras e identifique o que ouve ler, apontando as imagens. Brincar com as palavras e encorajar a criança a responder. A comunicação estimula o desenvolvimento e reforça os laços afetivos. Ajudar a criança a virar as páginas.
Observar a criança para a interessar sem cansar. Captar as reações para continuar ou parar.
Brincar e interagir, dando atenção à criança e mostrando-lhe que compreende o que ela quer fazer.
12 a 24 meses: Características gerais dos livros
Tamanho que permita à criança segurar e transportar o livro.
De cartão grosso, de pano ou plastificados. Resistentes e laváveis.
Pode incluir figuras a 3 dimensões, figuras para destapar (livro-jogo).
Conteúdos

Cenas nítidas e ações familiares: por exemplo, pessoas ou animais a dizer adeus, ou olá, a dormir, comer ou brincar.
Personagens simples (podem ser antropomorfizadas). Situações que introduzam alguns atributos dos objetos e dos seres.
Cada página vale por si (conta um episódio ou apresenta uma ação).
Texto

Com poucas palavras em cada página ou frases simples. Com rimas, versos e onomatopéias engraçadas e previsíveis. Pequenas narrativas.
Uso de rimas, cantilenas, etc.

Ilustração
Imagens ou fotografias coloridas que incluam outras crianças, brinquedos e objetos. Imagens com mais pormenor. Uso de diferentes texturas.

Comportamentos dos adultos que estimulam o interesse pelos livros


Dispor-se a ler, sobretudo quando a criança pede.
Ler e reler as palavras do livro. Conversar sobre as imagens e as cenas. Deixar a criança controlar o livro. Ajudar a criança a virar as páginas.
Apontar as imagens e perguntar onde está? … e deixar a criança apontar.
Observar a criança para a interessar sem cansar. Captar as reações para saber se deve continuar ou parar.
Aceitar o ritmo da criança que nesta idade ainda não aguenta muito tempo.
Brincar e interagir, dando atenção à criança e mostrando-lhe que compreende o que ela quer fazer ou comunicar.
Relacionar os livros com as experiências da criança.
Usar os livros nos momentos das rotinas, hora de deitar, banho, etc.
Perguntar “O que é isto?” e dar tempo à criança para responder. Fazer pausas e deixar que a criança complete a frase.
Muitas crianças já gostam também de ver o livro sozinhas.



24 a 36 meses:

Características gerais dos livros

Livros em vários formatos e tamanhos. Capas e folhas de cartão – mas também com páginas de papel.

Conteúdos
Histórias tradicionais e maravilhosas.
Personagens mais complexas e com maior interação Livros cômicos.
Livros sobre crianças e famílias fazer amigos, alimentos, animais, caminhões, carros, comboios e barcos.

Texto
Frases curtas. Narrativas que incluam já sequência temporal e espaços distintos e possibilidade de ser recontada pela criança.
Rimas, canções e textos repetitivos que possam aprender de cor.

Ilustração

Livros de palavras associadas a imagens.
Figuras do quotidiano mas também figuras surpreendentes.

Comportamentos dos adultos que estimulam o interesse pelos livros

Continuar a usar os livros nas rotinas diárias.
Ler na hora de ir para a cama.
Dispor-se a ler a mesma história muitas vezes
Perguntar “O que é isto?”
Relacionar os livros com as experiências da criança. Dar à criança papeis, lápis e canetas e incentivá-la a desenhar e escrever linhas imitando a escrita.









3 a 5 anos:

Características gerais dos livros


Livros com número crescente de páginas.

Conteúdos


Livros diversificados.
Histórias sobre crianças que são como eles e que vivem como eles, personagens que vão à escola e fazem amigos, mas também livros sobre diferentes lugares e diferentes formas de vida, histórias tradicionais, informativos, etc.

Livros que ensinam a contar, ensinam o alfabeto ou livros de vocabulário.

Texto
Uso de vários tipos de letra e fontes Livros com textos simples que podem memorizar.
Narrativas mais elaboradas que se podem desenvolver ao longo de várias páginas.

Ilustração

Sequência de episódios, cenários com mais detalhe que permitam à criança construir a história.
Uso da perspectiva e de jogos de luz/sombra.

Comportamentos dos adultos que estimulam o interesse pelos livros

Continuar a ler os livros preferidos e apresentar outros como surpresas agradáveis. Ler e reler ao ritmo do interesse.
Perguntar “O que aconteceu?” Incentivar a criança a escrever e a desenhar.
Deixar a criança memorizar e contar a história.
Conversar sobre livros.
Comparar imagens de dois livros que representam o mesmo objeto e falar sobre as diferenças de cor, tamanho, etc.






6 anos ou mais:

Características  gerais dos livros


Livros diversificados e que permitam o treino da leitura individual e que a criança possa ouvir ler.

Conteúdos

Diversificados. Temas da vida da criança e de conhecimento do mundo:

    * histórias familiares;
    * contos tradicionais,
    * histórias de animais;
    *  informações sobre vários temas;
    *  histórias alusivas á época do ano, Natal, estações do ano, ir para a escola, tempo de férias, etc.

Texto

Textos variados:

    * com pouco texto para ler sozinha e treinar a decifração;
    * com texto mais longo para ouvir ler - narrativas e descrições mais  complexas, envolvendo várias peripécias que se desenvolvem em capítulos.
    * textos para descobrir sílabas, palavras e frases.

Ilustração


Livros com imagens coloridas, sugestivas, muito variadas mas que podem ser de menor dimensão.

Histórias em banda desenhada.

Comportamentos dos adultos que estimulam o interesse pelos livros


Manter as rotinas diárias.

Ler todos os dias. O apoio individual de um adulto na fase de decifração evita muitos problemas e torna a aprendizagem mais rápida e segura.

Ler alto e deixar que a criança descubra, e leia sozinha, palavras e frases que já conhece.

Completar frases e ajudar com as palavras que ainda não decifra.

Encorajá-la a ler cada vez mais. Ouvir ler e felicitá-la pelos progressos.

Fazer jogos de descoberta de letras, sílabas, palavras, frases.

Ler histórias mais curtas, se a criança pedir, e histórias com pequenos capítulos.

Ler partes de histórias e deixar a continuação para o dia seguinte.

Continuar a ler as histórias preferidas e incentivá-la a conseguir lê-las sozinha.

terça-feira, 15 de outubro de 2013



Para educadores:



O que é Autismo?



O autismo é uma perturbação do desenvolvimento que afeta o funcionamento normal do cérebro. Autismo está presente desde o nascimento e tem uma influência em como um indivíduo aprende. A pessoa é geralmente diagnosticada por volta dos três anos de idade e continua autista até a idade adulta. Indivíduos com autismo freqüentemente possuem dificuldade com as habilidades de comunicação, habilidades sociais, e raciocínio.


Os sintomas do autismo variam muito e podem incluir: o uso repetitivo de objetos, a incapacidade de comunicar com clareza, a resistência a mudanças na rotina, e dificuldade de interação social. Como os sintomas do autismo variam amplamente, é muitas vezes referido como um espectro.

As características mais comuns, porém não cruciais da síndrome, incluem: falta de contato visual, o distanciamento social, dificuldade em expressar as necessidades verbalmente, a repetição de palavras ou frases, e a resposta inapropriada ou diferente a estímulos sensoriais. É importante ter em mente que há uma mudança nos comportamentos ao longo do tempo quando a criança se desenvolve e aprende.

O termo Transtorno do Espectro Autista (ASD) é usado frequentemente para se referir a crianças com diagnóstico de:
Autismo
Síndrome de Asperger
Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Não Especificado (TID)

Estes diagnósticos refletem diferentes graus de severidade em relação aos sintomas.

Não foi ainda identificada uma causa específica, embora o autismo parece ter uma base genética. Técnicas de suporte especializadas, treinamento e, principalmente, a intervenção precoce pode ajudar a dar aos indivíduos com autismo as ferramentas necessárias para que eles levem uma vida significativa e produtiva.

Fonte: Powers, M. D. (2000). Crianças com Autismo: Um Guia dos Pais. (2 ª Ed). Bethesda, MD: Woodbine House.



O que é a prática educacional inclusiva.



Educação inclusiva significa que cada criança tem a oportunidade de aprender em escola de sua escolha. Todas as crianças são bem-vindas para a escola e irão aprender juntas em uma sala de aula regular.


A educação inclusiva se concentra na implementação das melhores práticas para crianças com necessidades especiais dentro da sala de aula regular. Dentro de salas de aula inclusivas, todas as crianças tem a oportunidade de interagir e aprender com seus pares.

Ambientes inclusivos podem aumentar a oferta de oportunidades de interacções sociais para as crianças com autismo e por sua vez, melhorar as habilidades sociais desta população. Interagir com seus pares dá aos alunos com autismo a oportunidade de praticar habilidades de comunicação, desenvolver amizades e ver como se comportam os colegas nas situações do dia a dia.

As pesquisas têm demonstrado que os colegas podem ajudar a ensinar habilidades sociais para alunos com autismo. Para que isso aconteça, as atividades deverão ser devidamente estruturadas; informação sobre autismo e como interagir com a pessoa autista tem de ser disponibilizada aos colegas, e os professores têm que guiar ativamente as interações e reforçar os esforços de interação entre os alunos com autismo e seus colegas (Wagner, 1999).

Os colegas também se beneficiam por terem colegas com autismo em sala de aula. Quando os colegas de crianças com autismo são educados sobre o autismo, e lhes é dada uma oportunidade para atuar como tutores dos colegas / amigos, eles aprendem a aceitação e a empatia, agem como modelos, e se tornam mais conscientes sobre os pontos fortes e fracos de cada indivíduo.(Wagner, 1999).

Nos posts a seguir, estão incluídos uma variedade de planos de aula para ajudar os professores a educar os alunos sobre autismo assim como conscientizar sobre pessoas com necessiades especiais em geral. Como educador (a), você terá que julgar o nível de maturidade da sua classe e ajustar as discussões e atividades propostas ao nível de compreensão da turma. Por favor, lembre-se que não censurar perguntas e a honestidade nas respostas na maioria das vezes ajudam os alunos a entender e ter empatia.

Fonte: Wagner, S. (1999). Inclusive Programming for Elementary Students with Autism. Arlington, TX: Future Horizons, Inc.


Para crianças:



O que é Autismo?

Fale com as crianças sobre autismo sempre de uma forma positiva.


Quando dizemos que uma pessoa tem autismo é porque o cérebro dela funciona de forma diferente. Esta pessoa pode, em alguns momentos sentir e pensar de uma forma diferente da nossa.


Mas, a pessoa com autismo pode gostar das mesmas coisas que nós, como ir à praia, correr, pular e ter amigos. A pessoa com autismo pode ter alguns comportamentos que nós não entendemos, mas ela só está procurando entender o mundo à volta dela de uma maneira diferente da nossa. Algumas pessoas com autismo não conseguem falar, ou tem uma grande dificuldade para expressar o que estão sentindo ou precisando, por isso, elas podem se sentir frustradas e parecer que estão bravas.

As pessoas com autismo precisam muito da nossa ajuda e compreensão para poderem aprender sobre nós e nós sobre elas, assim poderemos ser todos amigos e descobrir pontos de vistas que jamais imaginaríamos.

Você pode ser amigo de uma pessoa com autismo! A pessoa com autismo nasce assim, é uma pessoa que vê e sente as coisas de maneira diferente desde o nascimento, você não pega autismo ou fica autista.


Ao professor: Se você tem criança(s) com autismo na sua sala de aula



Planejamento ColaborativoComo acontece com qualquer aluno, as crianças com autismo se beneficiam quando professores e pais estão na mesma página e os esforços em casa e na escola são mútuos (Organization for Autism Research, 2004). Antes do planejamento de uma aula, o professor deve primeiro reunir-se com os pais para discutir a possibilidade de uma aula para a classe sobre autismo. É importante incluir as idéias da família, e se for o caso, incluir também as idéias do aluno sobre autismo. Explique porque você acredita que uma aula sobre autismo beneficiaria os colegas e o aluno; e qual é o resultado esperado.

Os pontos de discussão a seguir, ajudarão a assegurar que todos os envolvidos, professores e família, estejam satisfeitos com o plano.

1. O seu filho sabe que ele tem autismo?
2. Você se sente confortável com a classe saber que o seu filho tem autismo?
3. Você acha que uma apresentação para a classe seria benéfica?
4. Como gostaria de ser envolvido?
dando informações ao professor
ser parte da apresentação para a classe
dar informações por escrito ou por imagens sobre seu filho
sugerir que um outro membro da família participe da apresentação
5. Como você gostaria que seu filho seja envolvido?
dentro da sala e como parte da apresentação
dentro da sala como um ouvinte, mas não um apresentador
não estar presente para a apresentação
como co-apresentador
6. Alguma sugestão de estratégias úteis ou técnicas que possam ajudar na interação dos colegas com seu filho?
7. Existe alguma informação específica sobre o seu filho que você gostaria de compartilhar?

Com base no que a família espera, o professor pode planejar como fazer um plano de inclusão específico para seu aluno em questão.

Abaixo estão listadas alguns componentes básicos para o planejamento de aula sobre autismo:

1. Introdução
Aumentar a conscientização sobre a diversidade, as semelhanças e diferenças entre os indivíduos

2. Informações gerais sobre autismo
Fornecer informações precisas sobre o autismo e autistas e suas características. Use mídia variada e recursos impressos (folhetos) e/ou atividades “hands-on” para ilustrar as principais características.

3. Informações específicas sobre o aluno
Descrever ou ilustrar como o autismo afeta o aluno com autismo em sua vida cotidiana. Mantenha o tom positivo e inclua as habilidades ou interesses especiais em relação ao aluno com autismo. Você pode descrever os eventos em que a escola pode ser particularmente estressante para o aluno.

4. Sugestões
Fornecer aos colegas idéias específicas sobre a melhor maneira de como conhecer o aluno com autismo e como eles podem ajudar o aluno com autismo durante o periodo escolar.

5. Discussões
Dê tempo para a discussão aberta ou perguntas.

Follow-up
Você pode perceber a mudança de atitude dos colegas. Certifique-se de reconhecer os esforços dos alunos para apoiar a criança com autismo. Quando você ver os colegas usando as estratégias que foram discutidas incentive e afirme que você está aberto a outras questões que possam surgir.

Depois de completar a atividade, entre em contato com a família e comente os resultados do plano. A permanente comunicação com os pais é muito importante e ajuda a construir confiança e respeito. Comunicar-se regularmente com os pais sobre o progresso da criança e a participação dos pais no processo educativo ajuda os pais e professores a formam um grupo de trabalho forte em parceria.

Autores: Viviane Timmons, PhD; Marlene Breitenbach, MSEd, BCBA; Melissa Maclsaac, Med©
A pesquisa, intitulada Práticas Inclusivas para crianças no espectro autista, foi conduzida pela Universidade de Prince Edward Island em parceria com o Departamento deEducação Prince Edward Island, entre 2001-2005. Professores e auxiliares de educação que trabalham com alunos com autismo foram entrevistados pelos pesquisadores.Tradução: Marie Dorión Schenk


sábado, 12 de outubro de 2013


Pensamento Infantil - O desenho infantil




O vídeo mostra crianças de 3 a 5 anos que desenham enquanto falam sobre suas produções. O desenvolvimento de desenho infantil é pontuado pela educadora Monique Deheinzelin.

DEFICIENCIA INTELECTUAL E AS APRENDIZAGENS

A deficiência intelectual atua nas funções cerebrais, logo, influencia o desenvolvimento da inteligência. Esse funcionamento é mais lento, por isso, a inteligência se desenvolverá com atraso. Daí chamar-se "retardo".

Considera-se inteligente a pessoa que tem a capacidade de realizar aprendizagens e de se adaptar ás novas situações. Quando se fala em aprendizagens, não nos referimos somente às aprendizagens escolares, mas principalmente, aquelas que são básicas e que garantem sua sobrevivência, como por exemplo: vestir-se, alimentar-se, cuidar de si mesmo.

Dependendo da gravidade da deficiência, o deficiente intelectual terá maior ou menor dificuldade para aprender e necessitará de maior ou menor apoio das pessoas que o rodeiam. 

Quanto às aprendizagens escolares, o deficiente intelectual pode aprender tudo o que o que lhe for ensinado, desde que suas necessidades especiais sejam respeitadas. Podemos afirmar, então, que o deficiente (em graus leve e moderado) é uma "pessoa inteligente", porém, dentro de "suas limitações".

Que necessidades especiais são essas?

1- Aprender uma coisa de cada vez,. repetindo-se até que consiga fazer sozinho, ou seja, adquira autonomia. 
2- Devemos ir direto ao ponto, sem muitos rodeios. Muitas informações, explicações ou pontos de vista os deixam confusos.
3- Se o que for ensinado tiver uma sequencia de procedimentos, ensinar passo a passo. Quando tiver dominado o primeiro passo, ensina-se o segundo, e assim por diante.. De tempos em tempos, revisa-se a sequência de passos, repetindo-a até que consiga fazer sozinho. E assim por diante.
4- Eles precisam trabalhar com conteúdos concretos, pois possuem muita dificuldade em abstrair, generalizar e relacionar.
5- Respeite seu ritmo de aprendizagem e de trabalho. A maioria dos deficientes intelectuais são mais lentos para aprender e para realizar uma atividade.
6- Por sua própria condição, por questões ambientais e familiares, a maioria dos deficientes intelectuais apresentam carência de imagens mentais. Para que as aprendizagens escolares se realizem, é preciso que suas atividades sejam bastante ilustradas e com muito colorido para despertar-lhes o interesse.
7- Não exija o que ele não tem e não pode oferecer. O deficiente não pode realizar coisas que as pessoas "normais" fazem com a mesma velocidade e com o mesmo rendimento. Assim, na escola, a avaliação deve ser de acordo com o que foi trabalhado com eles. Mas, também, não é um incapaz. Eles apenas tem  limitações e dificuldade agora leiam com atenção os itens abaixo: 
8-  Ao ser avaliado na escola, deve-se levar em conta o seu esforço e rendimento dentro do que foi trabalhado com ele..jamais deve ser comparado com o restante da turma, pois, neste caso, sempre estará em desvantagem.9- Segundo os documentos oficiais, o deficiente intelectual tem direito a um currículo especial (mínimo, mas que garanta o prosseguimento dos estudos), aprendizagem apropriada e avaliação especial.( diferente da avaliação da turma).
10- Lembre-se que atender as necessidades educativas especiais dos deficientes não é "discriminação". É respeito à sua condição. Dar notas baixas porque ele não faz o que o restante da turma faz  ou deixar de ensinar-lhe, é que é discriminação. 
11- Elogie sempre e muito. A cada acerto faça uma "festa". Eles precisam sentir que são valorizados.. Com isto, a auto-estima e a autoconfiança melhoram muito.
12- Tenha paciência e seja perseverante. As coisas não se resolvam rapidamente. Mas, não desista nunca.
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