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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Relação Professor Aluno




No processo ensino-aprendizagem alunos e professores deparam-se frente a frente e ambos participam da mesma aventura que fará dos primeiros homens espiritualmente adultos. O professor dá a palavra ao aluno para que este pronuncie o essencial, resulta daí que o principal não é o ensino, mas a aprendizagem. É acima de tudo, uma relação de ordem pessoal e humana, cujo sentido varia de acordo com a idade e a personalidade dos que nela estão envolvidos.
Atualmente inúmeros estudos têm focalizado aspectos relacionados com o comportamento do professor na formação do aluno, estabelecida através de uma ligação contínua, estreita e extensa em sala de aula, e que considera que é a criança integral que vai para a escola e não uma parte de seu intelecto.
Morrison e McIntyre (1997), ao analisarem a personalidade do professor em termos de abstrato-concreto, entendem o concreto como uma disposição para convicções gerais e categóricas para a autoridade e uma tendência por ambientes de estrutura simples.
Em sala de aula com tais características, inclina-se a impor objetivos, proporcionar meios minuciosos de alcançá-los e a revelar menos tolerância com os desvios de alunos quanto a objetivos e padrões. O abstrato caracteriza-se por convicções mais flexíveis e sofisticadas e preferência por ambientes de estrutura complexa, relaciona-se com atitude de maior cordialidade para com os alunos, tendo percepção de suas necessidades, flexibilidade quanto a tais necessidades, flexibilidade quanto a tais necessidades e interesses, relacionamento tranqüilo na classe, envolvimento nas tarefas e capacidade de incentivar a participação das crianças. As diferenças enumeradas refletem-se nas reações dos alunos.
Quatro áreas de competências podem ser consideradas às características de um bom professor:
1. a capacidade de criar um clima psicológico para aprendizagem;
2. aptidão para identificar, planejar e avaliar oportunidades de aprendizagem adequada;
3. aptidão e vontade de experimentar e descobrir abordagens mais convenientes para o ensino e a aprendizagem;
4. A capacidade de entender e empregar de forma construtiva o seu próprio comportamento.
Maslow (1991) faz uma caracterização bipolar do professor:
- o professor como controlador, avaliador, encarregado de informar e conduzir seus alunos em direção a objetivos externos à aquisição de conhecimentos; o que levaria os alunos a uma aprendizagem do tipo extrínseco, isto é, voltada para objetivos externos de quem aprende, escolhidos pela escola ou pela sociedade em que vive e não pelo autor do processo.

No outro extremo está:
- o professor interessado em conduzir o trabalho pedagógico, considerando as necessidades humanas básicas, respeitando o estímulo do educando, sendo de preferência receptivo e compreensivo mais do que instrutivo e condicionador, facilitando a descoberta da identidade e da vocação antes de tudo.

Assim, o interesse na auto-realização do aluno dá condições para uma aprendizagem do tipo intrínseco, isto é, aquela que leva à satisfação de objetivos do aprendiz, estimulando criatividade, imaginação, consciência de si como ser existindo no mundo e capaz de transformá-lo, capaz de realizar suas próprias escolhas e responsabilizar-se por elas, tornando-se um bom escolhedor.
O professor tem necessidades e objetivos pessoais representados pela sua história pessoal, que por sua vez, influi sobre a sua escolha de objetivos para o aluno. Seu quadro de referências representa padrões derivados da educação pessoal e da experiência profissional com os quais ele avalia os seus atos e os atos dos alunos, bem como os traços relevantes do ambiente.
Tais avaliações levam à escolha de novos atos. A realimentação constitui o traço essencial que permite ao professor auto-avaliar-se e avaliar os atos do aluno, existindo assim, uma interdependência entre os atos do professor e do aluno.
Na escola, o professor tem o poder de tomar decisões e influenciar os alunos direta e indiretamente. Como indivíduo ele é o agente emissor da informação, organizador de atividades e realimentador por excelência do sistema educacional. Como grupo, compõe a massa crítica da sociedade, sendo capaz de indicar direções, propor mudanças e influir na tomada de decisões, de modo a ser ele, teoricamente, o estrategista da própria sociedade.
Na realidade, verifica-se em algumas situações que tanto a sociedade como o professor não tomaram consciência, ainda, da função da renovação ou transformação da educação e, conseqüentemente, dos novos papéis que deverão ser assumidos pelos docentes. Limitam-se estes à função de conservação e reprodução e, como tal, abdicam do compromisso intelectual, moral e ético de pensar, agir e repensar a educação nas realidades em que atuam.


Fonte: AGUIAR, Marcelo Dantas. A Inclusão, a Diversidade e a Desigualdade na sala de aula. Jundiaí, 2010 SP: Organização Educacional Arthur Fernandes – FACCAT Monografia, Orientador: Profª Ms. Liliana Kayakawa





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